"O estrangeiro que atravessa Paris de automóvel e vai de museu em museu não suspeita sequer da presença de um mumdo que lhe passa ao lado sem que ele o veja. A não ser que se tenha perdido realmente tempo numa cidade, ninguém poderá considerar que a conhece bem. (...)
Esta cidade a que chamo secreta porque os estrangeiros não penetram nela, e que estaria tentado a chamar de sagrada porque os seus sofrimentos no-la tornam mais querida, esta cidade, os parisienses conhecem-na tão bem e consideram tão natural a sua existência que não sonham sequer falar dela, a não ser que sejam romancistas e poetas, cujo papel é justamente o de ver pela primeira vez, com um olhar totalmente novo, aquilo que nós olhamos sem realmente vermos"
Paris
Julien Green
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