Deu-se hoje o segundo e último dia da nossa aventura fotográfica com os putos do Bairro 6 de Maio. Uma estreia para a Sandra, para mim, a terceira vez que me encontro a pisar estes trilhos.
Notas positivas há sempre, desta vez não foi excepção. Decepções, frustrações, também, desta vez não foi excepção.
O trabalho de apoio social a jovens em bairros carenciados é um pau de dois bicos, é parte de um ciclo vicioso que não tem quebra à vista. Há lições a tirar de tudo o que se faz, eu não faço parte dessa realidade, mas as incursões esporádicas que tenho feito nela deram-me o direito às minhas próprias conclusões, que não deixei de partilhar com quem regularmente faz esforços nessa área.
Procura-se evitar a vida nas ruas, criam-se estruturas que se encarregam de orientar os jovens para locais seguros e oferecem-se oportunidades/experiências a que de outra forma não teriam acesso. No entanto, exerce-se a protecção transformando a alternativa numa imposição. Deparamo-nos, portanto, não com jovens que nos procuram por interesse, mas com jovens cujo instinto protectivo de um outro alguém se certificou de que durante aquele período de tempo estariam a salvo.
Por outro lado, observamos que o acto de receber já se tornou num hábito enraizado. O ser carenciado habituou-se a ser alvo de preocupação, de oferta, de dádiva automática da boa vontade de uma sociedade que faz "mea culpa" e se tenta redimir de responsabilidades. O ânimo leve com que se acham no direito adquirido à dádiva, com que nem medem o valor daquilo que recebem, faz perceber que este sistema os torna alheios à realidade em que vivem, quando a deviam conhecer melhor que ninguém.
Tudo isto frustra e torna-nos frios. Começamos a pensar friamente e concluímos que os nossos esforços andam dispersos. Não podemos nem devemos querer salvar toda a gente, devemos sim, estender a mão que quem quer ser salvo.
No final do dia, o sentimento que fica:Notas positivas há sempre, desta vez não foi excepção. Decepções, frustrações, também, desta vez não foi excepção.
O trabalho de apoio social a jovens em bairros carenciados é um pau de dois bicos, é parte de um ciclo vicioso que não tem quebra à vista. Há lições a tirar de tudo o que se faz, eu não faço parte dessa realidade, mas as incursões esporádicas que tenho feito nela deram-me o direito às minhas próprias conclusões, que não deixei de partilhar com quem regularmente faz esforços nessa área.
Procura-se evitar a vida nas ruas, criam-se estruturas que se encarregam de orientar os jovens para locais seguros e oferecem-se oportunidades/experiências a que de outra forma não teriam acesso. No entanto, exerce-se a protecção transformando a alternativa numa imposição. Deparamo-nos, portanto, não com jovens que nos procuram por interesse, mas com jovens cujo instinto protectivo de um outro alguém se certificou de que durante aquele período de tempo estariam a salvo.
Por outro lado, observamos que o acto de receber já se tornou num hábito enraizado. O ser carenciado habituou-se a ser alvo de preocupação, de oferta, de dádiva automática da boa vontade de uma sociedade que faz "mea culpa" e se tenta redimir de responsabilidades. O ânimo leve com que se acham no direito adquirido à dádiva, com que nem medem o valor daquilo que recebem, faz perceber que este sistema os torna alheios à realidade em que vivem, quando a deviam conhecer melhor que ninguém.
Tudo isto frustra e torna-nos frios. Começamos a pensar friamente e concluímos que os nossos esforços andam dispersos. Não podemos nem devemos querer salvar toda a gente, devemos sim, estender a mão que quem quer ser salvo.
When you were young and your heart was an open book
You used to say live and let live
(you know you did, you know you did you know you did)
But in this ever changing world in which we live in
Makes you give in and cry
Say live and let die
Ainda em jeito de balanço final, e não podendo de forma alguma esquecer o heroísmo e a coragem debaixo de fogo em alturas de batismo de guerra, com uma dedicatória especial:
1 comentário:
LOL ;)***
Enviar um comentário